Arquivo da tag: 05-2014

A origem da palavra Guarulhos

Sabemos que a palavra Guarulhos tem origem na língua Tupi, assim como as palavras Tatuapé, Ubatuba, Carapicuíba, Paraíba, Pernambuco e Maracanã, é tudo tupi. E ai pensamos que “Guarulhos foram os índios tupi que viviam na região do Planalto Paulista no ano de 1500”.

Grafite representa os índios maromomis da nação Jê. Os adornos, símbolos, cor da pele e deuses utilizados pertencem a nação Tupi, perpetuando o equivoco entre os que são Tupi eianases;  OBS: As crianças maromomins frágeis e indefesa, demonstram facilidades com que eram raptadas e escravizadas as meninas para os serviços domésticos e o sexo, e a consequente miscigenação dos portugueses com os índios gerando os mamelucos, os primeiros paulista.
Grafite que representa os índios maromomis da nação Jê. Os adornos, símbolos, cor da pele e deuses utilizados pertencem a nação Tupi, perpetuando o equivoco da confusão entre os Tupi e os Guaianases; OBS: As crianças maromomis frágeis e indefesa, demonstram facilidades com que as meninas eram raptadas e escravizadas para os serviços domésticos e o sexo, consequentemente a miscigenação dos portugueses com os índios gerando os mamelucos, os primeiros paulistas.

Contúdo, os historiadores citam que os humanos que habitavam essa região eram os Maromomis, índios que faziam parte da Nação Jê. Índios que possuíam artefatos, cor da pele, formato do corpo, corte de cabelo, alimentos, idioma e tradições diferentes da cultura Tupi. E como pode a cultura Jê receber o nome e significado no idioma da Nação Tupi?

No meu ponto de vista, foram os Tupiniquins, que atribuíram apelido de guaru aos Maromomis. Foram os tupiniquins, índios que pertenciam a Nação Tupi, que apresentaram aos primeiros portugueses a forma de ver e compreender a região de São Paulo. Os jesuítas e portugueses incorporaram e modificaram esses apelidos para denominar a localização desses índios e com isso deu-se o mapeamento do que hoje é conhecido como Região Metropolitana de São Paulo e do seu Sertão.

Para entender porque os Tupiniquins apelidaram outros índios, precisamos primeiro conhecer um pouco da cultura da nação Tupi.

AYVU AVÁ

Para o povo da Nação Tupi, existe uma sabedoria transmitida pelos ancestrais chamada de “AYVU”. Esta sabedoria explica que a alma é um som que se manifesta no corpo, e o corpo, por sua vez, é o instrumento por onde flui o “AVÁ”, a luz. A vida então seria a manifestação do “som-luz-corpo”. Um Tupi, ao longo de sua vida deve afinar esses elementos para entrar em sintonia com a natureza.

A expressão de harmonia do “Ser” com a “natureza” se dá através dos apelidos atribuídos a um corpo. Onde cada vogal seria um tom de uma musica. Se este apelido “som” estiver afinado com o “corpo” e a “luz” este “som” fariam parte de uma musica cósmica chamada de “Grande Espírito”. A própria palavra Tupi significa “som-em-pé”, ou “alma-em-pé”. Tupã significa a “alma que se expande” ou “som-que-se-expande” (foi interpretado pelo português como trovão e posteriormente atribuído o valor de Deus).

Quando um som (apelido) alcança esta perfeita relação com o corpo, o humano atinge a sua maior vitalidade e a sua maior criatividade para realizar todas as façanhas necessárias para a alcançar a “terra sem males”, ou o mundo onde vivem em paz, os espíritos dos ancestrais. Por isso, os Tupis podem, ao longo de sua vida, mudar o seu apelido (nome), para afinar a harmonia da “som-luz-corpo”. AYVU AVÁ.

Como por exemplo, o apelido “Jaguarão” que significa onça feroz. Foi o som atribuído a um humano da Nação Tupi devido ao seu comportamento feroz na guerra, o que garantiu a ele e sua aldeia muitas vitorias.

Jagoarão, ilustração de Bruno Borazanian
ilustração de Bruno Borazanian – Durante o processo de renomeação, os guerreiros tupis acreditavam incorporar os poderes, a vitalidade ou carismas associados ao novo nome.

Assim os tupis usavam dos apelidos para representar a real emoção notada nas coisas como, por exemplo, Tietê = água verdadeira, o que representa muito bem o maior rio paulista; Cantareira = pote vertendo águas barulhentas o que da um simples significado para a quantidade de nascentes encontradas na Serra da Cantareira; Ibirapuera = árvores podres, o que procura alertar sobre os solos pantanosos que havia outrora lá;

Os Maromomis no litoral sudeste brasileiro

Existem citações de pesquisadores sobre a possibilidade dos Maromomins serem os descendentes do Homem dos Sambaquis. O que ofereceria a esta sociedade uma cultura associada ao “MAR”. O que sabemos é que nos primeiros mapas onde aparecem as terras brasileiras, o que hoje é conhecido como enseada de Caraguatatuba, era conhecida como a Enseada dos Maromomis e foi registrado por vários cartógrafos e historiadores como áreas de ocorrência dos índios maromomis no litoral o sudeste brasileiro no século XVI.

Mapa do Sec. XVI, localizando os moramomis enfrente da Ilha de São Sebastião, conhecida hoje como Ilha Bela.
Mapa do Sec. XVI, localizando os moramomis enfrente da Ilha de São Sebastião, conhecida hoje como Ilha Bela.

Outro fato são os relatos do século XVI sobre a necessidade que eles tinham de anualmente ir para o litoral para apanhar as tainhas, peixes que subiam os rios em determinada época do ano. Este caminho antigamente levava até Paraty e quando os portugueses encontraram esta trilha a chamaram de “o caminho do guaianases”, posteriormente “o caminho do facão” e atualmente alguns trechos da desta antiga trilha são usadas pelo turismo no percurso da estrada Real.

A soberania dos Tupis sobre os Maromomis

Aconteceu que os Tupis estavam em fase de expandir seus territórios e tradições, motivados pela Fase de Tupã (expansão do som). Para isso, eles saíram em peregrinação da região norte em direção ao sul do Brasil. Dominaram outros povos dentro do território brasileiro impondo a sua hegemonia, subjugando outras culturas e realizando antropofagia.

Antropofagia ou canibalismo Tupi. A representação dos rituais observada por Hans Staden, que pode ser notado no fundo da imagem com barbas. Theodore De Bry, Grandes Viagens, 1592.
Antropofagia ou canibalismo Tupi. A representação dos rituais observada por Hans Staden, que pode ser notado no fundo da imagem com barbas. Theodore De Bry, Grandes Viagens, 1592.

Esta peregrinação teve uma rota marcante pelo litoral brasileiro. Chegaram ao litoral sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo) aproximadamente no ano 1000 d.C. Neste período o habitante do sudeste brasileiro eram os Maromomis.

Houve então há 500 anos antes de Pedro Álvares Cabral botar os olhos no Monte Pascal, o confronto entre as nações Jê e Tupi. O Tupi derrotou e perseguiu os Maromomis, que durante a fuga perderam o seu território e parte de sua cultura, pois, os sobreviventes, subiram a serra do mar, espalhando-se em grupos familiares pelo planalto paulista tendo como limite o rio Tietê, mas ainda tinham que tomar muito cuidado para que não fossem apanhados.

Resiliência, uma adaptação necessária para os Maromomis

Pouco belicoso, após os ataques, os índios Maromomis fogem com medo da brutalidade dos tacapes, bordunas e do horror de serem comidos. Habitam primeiramente a margem esquerda do Rio Tietê e fazem de tudo para se esconderem.

A cultura dos Maromomis foi se tornando silenciosa, pois, se estabelecessem aldeias, e suas trilhas fossem abertas e constantemente usadas e suas indústrias líticas deveriam ser muito pequenas, ou mesmos não existiam locais únicos e específicos, pois, se um Tupi encontrasse vestígios, seriam facilmente localizados.

Assim, também deveria ser com os cantos, com a agricultura, cerâmicas e como seus dejetos (sambaquis). Assim, a cultura Jê Paulistana foi suprimida pela presença dos Tupis.

Representação do guerreiro Tupi, preparando-se para a guerra ou para a caçada dos maromomins. Enquanto um de suas esposas amamenta um dos filhos, a outra faz os adornos de guerra. Nota-se um dos filhos pintado de sarampo ou varíola. Um Lider espiritual chacoalha as maracás invocando os espíritos e os solicita boa sorte no embate. A esquerda e ao fundo da imagem, observa-se índias preparando o cauim bebida alcoólica de milho ou mandioca para oferecerem nos rituais antropofágicos.
Famille d’un chef Camacan se préparant pour une fête. Debret, Jean Baptiste, 1768-1848 – Representação do guerreiro Tupi, preparando-se para a guerra ou para a caçada dos maramomis. Enquanto um de suas esposas amamenta um dos filhos, a outra faz os adornos de guerra. Nota-se um dos filhos pintado de sarampo ou varíola. Um Lider espiritual chacoalha as maracás invocando os espíritos e os solicita boa sorte no embate. A esquerda e ao fundo da imagem, observa-se índias preparando o cauim bebida alcoólica de milho ou mandioca para oferecerem nos rituais antropofágicos.

Uma das saídas era viver em buracos com as entradas camufladas por folhagens. Assim os vestígios e fogueiras ficariam escondidos, tornando a localização mais difícil.

Mas a vida é bem dinâmica, e da mesma forma que uma presa aprende a fugir de seu predador, o predador aprende a capturar a presa, e a isso é dado o nome é adaptação. O Tupi localizava os Maromomis em buracos e os aprisionavam, os insultavam e os almoçavam e jantavam em grandes festas regadas ao álcool extraídos do milho, mandiocas e frutas pelas mulheres Tupis.

Tela de Johann Moritz Rugendas representando o preparo do alimento em acampamento nômade dos Maromomis. Nota-se a proximidade, o tosco abrigo com estruturas que durariam um ou duas semanas. A rudimentar fogueira, não esta delimitada por rochas;
Tela de Johann Moritz Rugendas representando o preparo do alimento em acampamento nômade dos Maromomis. Nota-se a proximidade, o tosco abrigo com estruturas que durariam um ou duas semanas. A rudimentar fogueira, não esta delimitada por rochas;

Alguns Maromomis perceberam que viver em buracos era muito ruim, pois quando localizados toda família era capturada. Então, algumas famílias atravessaram o Tietê e não mais viveriam em tocas. Para abrigo, eles faziam no máximo uma pequena cobertura com folhas de palmeiras para quando chovesse muito. Evitavam usar fogueiras e acendiam apenas no inverno, para polir as rochas para seus artefatos, protegê-los das onças e para preparar uma grande quantidade de alimento que comiam rápido armazenando gordura no próprio corpo, o que fazia deles os comilões descritos pelos historiadores quinhentistas.

Guarulhos e Guaianases: Um bullying que pegou.

O que significa Guaiá? O que significa Guaianases?

As palavras guiana e guaianases tem origem Tupi guaia= caranguejos.
Guaianases=lugar onde se encontra muitos guaias.

Os Tupis faziam dos caranguejos alimentos, e para isso procuravam os caranguejos em buracos próximos aos rios e quando achavam as tocas faziam de tudo para tirar o caranguejo lá de dentro com vida.

Da mesma forma que faziam como os maromomins. Procuravam trilhas que levava as casas, geralmente buracos no chão ou no barranco, como faz o caranguejo. Próximo à casa dos Maromomins, os Tupis esperavam em silencio durante toda a noite e logo que amanhecia atocaiavam todos dentro do “buraco”.

Para tirar o Moramomi da toca, os Tupis usavam um tipo de bomba de efeito humoral. Eles queimavam pimenta na entrada do abrigo, o que rapidamente fazia os Maromomins saírem da loca.

Receberam o apelido de Guaiá, pois, na minha percepção e imagino que na dos, tupis também, os Maromomins viviam dentro de buracos, eram caçados e comidos como um caranguejo.

Portanto, na margem esquerda do rio tiete estavam os Maromomis apelidados Guaianases. Eles eram encontrados e atocaiados em buracos.

E guarulhos, o que significa?

Foram denominados Guarus os Maromomis que atravessaram para a margem direita do rio tiete depois que perceberam que viver em buracos era muito ruim. Não faziam casas, Evitavam fazer fogueiras. Não viviam em abrigos subterrâneos.

Acredito que eles andavam pelos córregos e riachos, que nasciam na Serra da Mantiqueira e da Cantareira, para não deixarem pegadas e rastros, pois uma certeza era de que o Tupi estava à procura deles.

Os Maromomis, passaram a viver nas serras da Cantareira e Mantiqueira, usando os riachos como trilhas e não deixar pegadas - foram apelidados de Guaru por serem sempre encontrados nos córregos..
ilustração de Bruno Borazanian – Os índios Maromomis passaram a viver nas serras da Cantareira e Mantiqueira, usando os riachos como trilhas para não deixar pegadas – foram apelidados de Guaru justamente por serem sempre encontrados nos córregos.

Assim, utilizando os princípios do Ayvu (o som é o ser, o som é a alma), o Tupiniquim atribui ao Maromomis que viviam aqui em nossa cidade o mesmo som que usava para um tipo de peixe abundante nas águas da região. Eram encontrados nos rios, córregos, riachos e nascentes e sempre eram as crianças a maior concentração desses peixinhos. Guaru significa um tipo de peixe e é o menor vertebrado do mundo. Acredito que a inclusão da silaba “lhos”, se deva a um vício de linguagem que os portugueses empregavam para dar o sentido diminutivo as palavras. Guaru. Guarulhinhos Guarulhos. Provavelmente uma referencia a grande quantidade de crianças e não a baixa estatura. Portanto, o humano que vivia nessa cidade era o maromomi.

Sítios arqueológicos

Vestígio de fogueira na grande maioria dos casos é o que indica um sitio arqueológico indígena. Eu acredito que a não localização de sítios arqueológicos até agora em Guarulhos, que evidencie o modo de vida Maromomi , esteja relacionado num primeiro momento a necessidade que esse grupo tinha de se esconder para não ser capturado e comido pelos Tupis.

artefato-indigena-guarulhos
Possível artefato dos índios maromomis encontrada num riacho em Guarulhos.

E, em um segundo momento, para não serem escravizados pelos portugueses de São Paulo de Piratininga, o que de fato foi o que causou o a fuga e o extermínio dos Maromomis, pois, no momento em que Martim Afonso de Souza chega em São Vicente encontra com João Ramalho, português que convivia em harmonia com os Tupiniquis. Nesse momento o que faltava em terras brasileiras eram pessoas para trabalhar.

João Ramalho, já era sabedor das caçadas que os Tupiniquins realizavam no planalto paulista nas proximidades do Rio Piratininga. Sabia também que os índios capturados eram levados para as aldeias Tupiniquins, ficavam prisioneiros e de lá não fugiam. Para os índios Maromomis, fugir após ter sido capturado pelos Tupiniquins era uma vergonha. Assim, eles eram prisioneiros de guerra que viviam soltos na aldeia Tupi.

João Ramalho aponta o caminho de Piratininga a Martim Afonso de Souza, c. 1912 - Tela de Benedito Calixto de Jesus
João Ramalho aponta o caminho de Piratininga a Martim Afonso de Souza, c. 1912 – Tela de Benedito Calixto de Jesus

João Ramalho informou ao Martim Afonso de Souza a possibilidade de fazer dos Maromomis o remédio para a boa vida dos portugueses em São Paulo de Piratininga. Remédio para os portugueses quinhentista no Brasil era possuir três escravos índios: 1 para pescar, 1 para caçar e 1 para plantar.

maromomins
Jean-Baptiste Debret – Da obra “Voyage Pittoresque et Historique au Brésil”

Hstóricamente, os Maromomis foram os índios mais utilizados pelos portugueses de São Vicente e São Paulo de Paraitinga para mão de obra escrava (século XVI). Na maioria das vezes eram citados como Guaianases, Goitacases ou Goiana.

Índio escravizado pelo branco.
Índio escravizado pelo branco.

Amostragem da diversidade florística do Nhangussu

Registro fotográfico da diversidade florística do pico do Nhanguçu, feito na manhã de 03 de junho de 2012.

Leia também:
Uma noite no Nhangussu
Respeito a Terra

Marundito do Pico Pelado, Guarulhos

Iniciamos a trilha pela mata, no bairro do Cabuçu. Percorremos a pé uma distância de +/- 2km por uma trilha de baixa dificuldade, considerando que a criança nos acompanhou.

Na subida imaginei que teriamos “apenas” vista para a Cantareira. Mas chegando lá em cima  a surpresa: 360º da cidade de Guarulhos nua e crua.

A paisagem é sensorial. Isso é tudo que eu consigo dizer. Sabe aquilo que a gente sente na primeira vez que vê o mundo pelo Google Earth? É assim.

O Marundito do Pico Pelado é um sítio que integra o Geoparque Ciclo do Ouro Guarulhos e tem elevado valor geológico, pois possui rochas raras, associadas a mineralizações de ouro, que possibilitam reconstituir o passado na Terra e o seu desenvolvimento geológico.

A maior das rochas tem aproximadamente 60 metros de comprimento. Outras, além de apresentarem indícios passados de minério de ouro, explicando, por conseguinte, o ciclo de exploração em Guarulhos, que começou em 1597 e teve duração de 250 anos, indicam que algumas delas foram geradas no fundo do oceano e sinalizam vestígios da existência de um mar com atividade vulcânica em Guarulhos há cerca de 1 bilhão e 600 milhões de anos.

Desta vez, decidi não localizar no mapa, principalmente em respeito ao trabalho do Geoparque. Só que não posso deixar de comentar que o Rodoanel Norte terá paisagens exuberantes da cidade de Guarulhos. =/

Este slideshow necessita de JavaScript.

Por onde vai passar o rodoanel em Guarulhos?


vídeo com vista aérea do traçado completo do Rodoanel Trecho Norte

Conforme o projeto que foi licenciado, esses são os bairros de Guarulhos que serão afetados pela construção do Rodoanel Norte.

Bairros de Guarulhos afetados pelas remoções e desapropriações:

Bairros de Guarulhos afetados pela segregação urbana:

Proposta Dersa traçado Rodoanel trecho Norte área diretamente afetada guarulhos EIA - RIMA
Proposta Dersa traçado Rodoanel trecho Norte área diretamente afetada. Clique na imagem para ampliar (2,19Mb)

Rodoanel trecho norte Guarulhos - proposta de licenciamento Dersa

clique na imagem para fazer download do arquivo JPG (5,47Mb)

Em nenhuma apresentação do Dersa eu consegui entender exatamente por onde eles propõem que passe o rodoanel em Guarulhos.

Por isso, peguei a imagem que já estava disponível neste blog + as imagens do mapa que estava exposto no dia da última audiência e fiz um grande mosaico com imagens de satélite do google.

Existe uma margem de erro, por isso nada de pânico se o rodoanel estiver em cima da sua casa. Vale lembrar que é uma proposta, o que significa que pode não acontecer ou não acontecer assim. Esta é somente a proposta do Dersa.

———————————————————————

Leia também:

Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.

Mirante Morro do Nhangussu, o cartão postal não oficial da cidade de Guarulhos

O lugar que apresento aos guarulhenses, na semana do aniversário de 450 anos da cidade de Guarulhos é o mirante do Morro do Nhangussu. Um dos lugares, se não, o mais bonito da cidade de Guarulhos.

Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.É bonito de perder o fôlego.
Sentir todo o ar entrando pelas narinas e ainda assim, perder o fôlego.

Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.O morro do Nhangussu tem facil acesso, e na subida do morro pela rua Monte Bianco com certeza você já ficará impressionado com a vista do lado direito.

Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.Provavelmente seja uma propriedade particular, mas existe entrada de acesso ao morro.
A trilha para subida é bem aberta, não muito íngreme e nem muito extensa.

Entrada do mirante do Morro Nhangussu, na rua Monte Bianco, Guarulhostrilha do mirante do Morro Nhangussu, na rua Monte Bianco, Guarulhosentrada do mirante do Morro Nhangussu, na rua Monte Bianco, GuarulhosTrilha para o mirante do Morro Nhangussu, no bairro Água Azul, em Guarulhos


O cartão postal não oficial da cidade de Guarulhos.

Tem vista para os morros que fazem divisa de Guarulhos com Mairiporã, Nazaré, Santa Isabel, Arujá…têm vista para Bonsucesso e muitos bairros de Guarulhos. Tem vista para o Pico do Gil, o ponto mais alto da cidade de Guarulhos.

Pico do Gil, serra de Itaberaba. O ponto mais alto da cidade de Guarulhos. Vista a partir do Morro Nhangussu.As imagens falam por si. É um lugar  realmente incrível!!!

Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.

Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.Paisagem do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.Vista a partir do mirante Morro Nhangussu, em Guarulhos.

Repare bem. Nos dias de sol, as pedras do morro do Nhangussu brilham muito.

É importante, muito importante falar que no local existe bem pouco lixo pelo chão, então vale levar uma sacolinha e recolher esse pouco lixo para ficar sem lixo nenhum.

Espero que todos os guarulhenses conheçam esse lugar e o respeitem pelo que é: um santuário. E ‘bora’ parar de reclamar que não temos opções de passeios e lazer na cidade de Guarulhos.

O Morro do Nhangussu fica muito próximo do centro de Guarulhos, você pode fazer esse passeio, numa manhã ou numa tarde.  Clique para visualizar o Morro do Nhangussu em um mapa maior

Bom passeio e um ótimo dia de sol!!!

sitio-da-candinha-bananal-guarulhos

Parque Natural Municipal da Cultura Negra Sítio da Candinha

sitio-da-candinha-bananal-guarulhosConforme notícia publicada no site da prefeitura de Guarulhos em março de 2010,  a cidade receberá mais de 4,5 milhões da Infraero com a finalidade de compensar o impacto ambiental causado pela implantação do Aeroporto de Cumbica na década de 80. A verba será utilizada para ampliar o Parque Natural Municipal da Cultura Negra Sítio da Candinha que passará de 117 mil para aproximadamente 1 milhão de metros quadrados o que permitirá integrar o local junto ao mosaico Cantareira-Mantiqueira e o Geoparque Ciclo do Ouro.

google-maps-sitio-candinha-guarulhosO Parque Natural Municipal da Cultura Negra Sítio da Candinha fica no bairro do Bananal em Guarulhos e têm vestígios arqueológicos do trabalho e cultura afro.

O trabalho é marcado pela utilização da mão de obra escrava em 1597, quando Afonso Sardinha trouxe os primeiros africanos para trabalhar na exploração de ouro em suas lavras, construindo pequenas represas para acumular água necessária para lavar e peneirar as terras e obter ouro em pó. Ainda hoje é possível ver na cidade de Guarulhos essas pequenas barragens nos bairro de Lavras, Bonsucesso, Tanque Grande, e outros.

parede-senzala-sitio-candinha-A marca da escravatura esta também na construção onde se observa a casa grande, vestígio da senzala, seleiro, e alicerces de pedra da casa do feitor.

restauração-sitio-candinha-guarulhosA Casa da Candinha é a única na Região Metropolitana de São Paulo que preserva a arquitetura do final do século XVIII. Ela será restaurada para transformar-se em patrimônio histórico da cultura africana.

placa-de-identificacao-sitio-da-candinha-guarulhosO Parque Natural Municipal da Cultura Negra Sítio da Candinha será aberto à visitação pública monitorada, onde serão desenvolvidas atividades de ecoturismo, educação ambiental e trilhas, além de eventos da cultura afro. O parque também terá núcleo de pesquisa, centro de preservação da cultura negra, espaço para roda de capoeira, restaurante com comidas típicas e parada de ônibus para facilitar o acesso da população.

Lei nº 6475 de 22 de dezembro de 2008 do Guarulhos
Cria o Parque Natural Municipal da Cultura Negra – Sítio da Candinha

Visualizar Parque Natural Municipal da Cultura Negra Sítio da Candinha em um mapa maior