Arquivo da categoria: Lazer

Os olhos de quem vê ou Fui até ali e já volto

sitio-da-candinha-bananal-guarulhos
Casa da Candinha, Guarulhos – novembro de 2010 – foto: Eduardo do Nascimento

Guarulhos carrega uma conexão muito forte com o passado. A floresta que cobre a serra ao fundo, abrigou pessoas por muitos séculos. Entretanto, diversos locais permaneceram esquecidos e, apesar do tempo de 500 anos passados, a cidade de Guarulhos tem muito sobre a história do Brasil para contar.

Encontrar uma estrutura arqueológica não é coisa rara nem distante em solo guarulhense. A ancestralidade nos salta aos olhos.

Ainda que essas rochas tenham sido empilhadas há menos de 50 anos, tenho a impressão de que elas não foram tocadas depois de seu último grande uso.

Emociona perceber a vida assim.

estrutura-casa-escravo-guarulhos-historia

Represa do Tanque Grande em dezembro de 2012

A represa dois anos depois….

Registramos o Tanque Grande em novembro de 2010 e dezembro de 2011.
Como não poderia deixar de ser,  voltamos lá em dezembro de 2012. Era véspera de natal e estava bem calminho. Pouquíssimas pessoas. Alguns pescando, alguns olhando e outros perigosamente se banhando. A represa do Tanque Grande continua linda, mas, é uma pena as pessoas insistirem em deixar lixo ali :/

represa-do-tanque-grande guarulhos-dezembro 2012

Artistas locais organizam a I BIG Bienal Internacional de Guarulhos

I Bienal Internacional de Guarulhos do Pequeno Formato 2012por: Deborah Scarone

A I B.I.G. – I Bienal Internacional de Guarulhos do Pequeno Formato – começa no dia 08 de dezembro, sábado, no Amadeu’s Bar, e conta com a participação de artistas de 26 países. Por privilegiar as obras em pequeno formato, os trabalhos da exposição, que ficará aberta ao público até fevereiro de 2013, não ultrapassam 10X15 cm e 15x15x15, para artes bidimensionais e tridimensionais, respectivamente.

A ideia da Bienal nasceu da inquietação de um grupo de munícipes, a fim de preencher grandes lacunas do cenário cultural da cidade de Guarulhos. Organizada por diversos artistas, professores, arte educadores, ativistas e interessados em cultura, sem qualquer amarra ideológica, a mostra foi construída de forma coletiva e itinerante.

Desenho, pintura, escultura, objeto, assemblage, instalação, gravura, fotografia, arte urbana, performance e até arte eletrônica fazem parte da B.I.G.. “Vivemos em um atraso quase colonial sob alguns aspectos. Não precisamos de licença para pensar e produzir arte, idéias, vida”, afirma uma das notas assinada pelos organizadores da Bienal. Será um incentivo para a participação popular no cenário cultural guarulhense e um espaço para os novos artistas.

Foram recebidos pelo comitê organizador, mais de 500 trabalhos com cerca de 200 artistas participantes. Como é costume, para contribuir com a Bienal, não era necessário ser artista de formação, apenas gostar de arte e possuir a inquietude natural.

Os trabalhos expostos farão parte do acervo da Bienal e ao término da exposição viajam em itinerância para os ateliês da cidade de Guarulhos e por outros países.
Ao retornarem para Guarulhos, serão incorporados ao acervo de um Museu.

Para conhecer mais sobre a I Bienal Internacional de Guarulhos, acesse o site http://bigpequenoformato.blogspot.com.br/ ou entre em contato pelo e-mail bienaldeguarulhos@gmail.com

I Bienal Internacional de Guarulhos do Pequeno Formato

de 8 de dezembro de 2012 a 8 de fevereiro de 2013
Horário: de quarta a sexta feira das 17h as 23h – sábado e domingo das 14h as 23h
Local: Amadeus Bar e Galeria
Rua Ibiaiaras, 188, Vila Fátima,
Guarulhos, SP, 07191-220
telefone: 11 2356 4310
amadeusbar.com.br/

Edital da I Bienal Internacional de Guarulhos do Pequeno Formato

Qualquer pessoa pode participar, artistas, artistas postais ou qualquer outra pessoa ao redor do mundo, enviando o trabalho para a I Bienal Internacional de Guarulhos do Pequeno Formato, nas modalidades desenho, pintura, escultura, objeto, assemblage, instalação, gravura, fotografia, arte eletrônica e arte urbana: As dimensões dos trabalhos deverão ter, no máximo, 10 x 15 cm para obras bidimensionais, 15 x 15 x 15 cm para obras tridimensionais; As obras na modalidade vídeo deverão ter duração mínima de 15 segundos e máxima de até 1 minuto, em formato mpeg.

Não haverá júri nem taxas e os trabalhos recebidos não serão devolvidos, devendo ficar para o acervo da Bienal. Documentação on-line para todos os participantes.

Download do edital para a I B.I.G.
I Bienal Internacional de Guarulhos do Pequeno Formato

Comunidade Samba da Canja

No outro dia Mogenir nos apresentou para a Comunidade Samba da Canja, um grupo de compositores. Criativos da cidade reunidos em prol de fazer poesia em forma de samba. A Comunidade Samba da Canja é o canto do compositor guarulhense.

comunidade samba da canja

A comunidade é formada por Gessé Froes, Aldo, Tião, Waldir, Jarbas Mogenir e Gilson (da esquerda para direita). Todos são compositores, exceto Tião, que é responsável pelo cavaquinho inspirador dos poetas.

         

Faça chuva ou faça sol, jogue corinthians ou palmeiras, os integrantes do Samba da Canja se reúnem toda quarta feira, a partir das 19h, para ensaio aberto ao público.
No último sábado do mês, a festa começa mais cedo, a partir das 14h, com direito a canjinha. Eles apresentam suas composições e de quebra rola uma “canja de galinha” de forma a confraternizar com o público presente. É uma delícia.

Toda quarta feira a partir das 19h e no último sábado do mês das 14h as 19h, na sede da União de associados de moradores da Vila Paulista e bairros adjacentes, na Rua Campinas, 111 – Veja o endereço no mapa.

Fugindo da chuva – de Guarulhos até Bom Jesus dos Perdões

Como disse, fizemos duas visitas ao casarão. Na segunda visita, o passeio se prolongou.

Foi assim, saimos de Guarulhos com o tempo armado para chuva. Pegamos a estrada do Saboó bem molhada. Encharcada. As nuvens carregadas de chuva acompanharam todo trajeto. Saimos do casarão quando algumas gotas começaram a cair, e fomos rumo ao cruzeiro. Rumo ao sol.

Dali, do mirante dava para ver a chuva em Nazaré Paulista. Optamos seguir pela estrada para Bom Jesus dos Perdões. Acertado. Olha ai o solzinho que estava lá.
E, como estavamos vivendo um dia perfeitinho, ao chegar em frente ao cemitério, a chuva começou a cair em gotas gordas e abençoadas pelo calor do sol.


Pensa que acabou assim? Ainda deu tempo para um lanchinho, um sorvetinho e outro passeio até o final do arco-iris…ô legal!!

O Casarão de Cuiabá ou Casa dos Escravos

A Casa dos Escravos ou Casarão de Cuiabá, como é conhecida, faz parte de um conjunto composto de casarão, monjolo artesanal de madeira e cilindro de aço fundido em madeira de lei. A construção data do século XVII, e arquitetura remete a época colonial brasileira (ciclo do café).  As paredes são de pau a pique, a base feita de pedras e as colunas de madeira maciça. Ainda possui parte do mobiliário original.